Fábricas

Fábricas

Tera impulsiona crescimento industrial da VW

Imagem do Tera

O lançamento do SUVW Tera ampliou a atividade industrial da Volkswagen do Brasil em 2025, com efeito na geração de empregos, na modernização das operações e na movimentação econômica. Produzido exclusivamente na fábrica em Taubaté (SP), o modelo integra a ofensiva de 17 lançamentos da Marca na América do Sul até 2028, vinculada ao ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões na região.

A chegada do Tera resultou na criação de 260 empregos diretos na unidade de Taubaté, sendo 40% ocupados por mulheres. Com isso, a fábrica passou a contar com mais de 2.900 colaboradores. Na cadeia de fornecedores, a estimativa é de até 2.600 empregos indiretos. Para viabilizar a produção, a fábrica recebeu atualizações em todas as etapas do processo produtivo. Na área de armação, onde as peças de aço são soldadas e transformadas na carroceria, foram incorporados 347 novos robôs, elevando o total para 875 equipamentos. A estamparia, área onde as chapas de aço são transformadas em peças automotivas, ampliou em 80,6% o número de ferramentas, totalizando 354. A montagem final passou por aumento de capacidade e automatização de processos, com inclusão de novos equipamentos e sistemas eletrônicos.

A logística da unidade também foi expandida, com aumento de 51% no volume de peças movimentadas. O número total de itens chegou a 5.385, com a entrada de 1.825 novos componentes. A operação passou a receber 65 caminhões adicionais por dia, totalizando 345 movimentações diárias.

Na área de pintura, a produção do Tera está integrada ao uso de biometano na matriz energética das fábricas de Taubaté e Anchieta. O insumo é destinado principalmente ao processo de pintura de carrocerias e permite redução de até 99% das emissões de CO2 nessa etapa, em comparação com fontes fósseis.

Desenvolvido, projetado e produzido no Brasil, o Tera amplia a inserção internacional da Marca. O modelo já é exportado para mais de 20 países.

Missão ambiental e gestão de impacto

A Declaração de Missão Ambiental goTOzero orienta a atuação da Volkswagen do Brasil com diretrizes para redução de emissões, uso eficiente de recursos e gestão de impactos. O documento organiza metas, políticas, programas e indicadores do Sistema de Gestão de Compliance Ambiental e Energia (SGCAE), aplicados em todas as empresas do Grupo Volkswagen.

A declaração é revisada periodicamente para atender a requisitos legais e internos e está baseada em quatro objetivos monitorados por auditorias da ISO 14001: proteção do clima, uso responsável de recursos, preservação de ecossistemas e conformidade ambiental.

Proteger o clima

Proteger o clima

A Volkswagen foi a primeira fabricante de automóveis do mundo a assinar o Acordo de Paris, que estipulou um nível de ambição de 1,5° C (limite do aumento da temperatura global comparado aos níveis pré-industriais). Para isso, tem concentrado esforços na eletrificação dos produtos, na descarbonização de toda cadeia de valor e no emprego de energia renovável para abastecer sites e clientes. A meta é ser uma empresa neutra em CO2 líquido até 2050.

Preservar ecossistemas

Preservar ecossistemas

A Volkswagen busca diminuir as emissões nocivas para o ar, o solo e a água. Além disso, quer minimizar os impactos das atividades comerciais sobre a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, promovendo projetos para preservá-los.

Preservar recursos

Preservar recursos

Ao usar materiais recicláveis, reciclados e recursos renováveis, a Volkswagem busca reduzir a necessidade de matérias-primas primárias. Para tal, a companhia melhorou sua eficiência energética e de recursos e estabeleceu ciclos para materiais e água. Juntamente com os parceiros de negócios, a VW trabalha para reduzir o uso de recursos naturais ao longo da cadeia de suprimentos.

Assegurar a conformidade ambiental

Assegurar a conformidade ambiental

A Volkswagen do Brasil quer ser referência de empresa moderna, transparente e bem-sucedida em termos de integridade e conformidade, por meio de sistemas eficazes de gestão de conformidade ambiental para identificar e gerenciar riscos e oportunidades ambientais ao longo do ciclo de vida das soluções de mobilidade. A empresa preza por um diálogo aberto com os stakeholders e considera suas expectativas na tomada de decisões.

Zero Impact Factory​

A iniciativa Zero Impact Factory estabelece diretrizes e metas ambientais para as operações industriais da Volkswagen, com foco na redução de emissões e no uso eficiente de recursos. O programa tem a meta de reduzir em 50,4% as emissões absolutas de CO₂ até 2030 (base 2018) e alcançar a neutralidade de carbono (Net Zero) até 2050 nas operações do Grupo.

Em 2025, a Volkswagen do Brasil registrou 31,67% de eficiência ambiental, superando a meta anual de 29,13%. Entre os cinco indicadores monitorados — consumo de energia, consumo de água, geração de resíduos, emissões de CO2 e de compostos orgânicos voláteis (VOC) —, os resultados de CO₂ e VOC atingiram os melhores níveis desde 2010, com eficiência de 40% em ambos os casos.

Os resultados estão associados a mudanças operacionais e tecnológicas nas unidades industriais. Entre os principais fatores estão a entrada em operação do biometano na matriz energética das fábricas, a redução de emissões de VOC na unidade Anchieta, por meio de ajustes no mix produtivo e revisão de fornecedores, e o aumento do reúso de água na fábrica de Taubaté, aplicado ao processo de pintura.

Desde 2018, foram implementadas 1.015 iniciativas de melhoria ambiental nas fábricas, com impacto equivalente à redução do consumo mensal de energia de 1,4 milhão de residências e à economia de água correspondente ao consumo diário de 2,5 milhões de pessoas.

Conclusão do ciclo

Em 2025, a Volkswagen do Brasil concluiu o ciclo do programa Think Blue Factory, iniciado em 2011, e encerrou o uso do indicador UEP (unidade de esforço de produção) como referência ambiental. A gestão passou a incorporar novos instrumentos desenvolvidos em conjunto com a matriz, com foco na padronização e na comparabilidade entre plantas.

Essa fase marca a evolução para o programa Zoom Impact Factory, que passa a nortear a gestão ambiental das operações industriais, a partir de 2026, com base em três eixos: Impact Points, Site Checklist e descarbonização. A Volkswagen do Brasil já operava em período de transição, com as novas métricas acompanhadas nas fábricas e os processos alinhados nas unidades. As ferramentas foram introduzidas ao longo de 2025 e passaram a ser adotadas como metas no início de 2026.

Entre os instrumentos, os Impact Points consolidam diferentes indicadores ambientais em uma única métrica quantitativa. Desenvolvida com base em metodologia da Universidade de Berlim, a ferramenta permite avaliar o desempenho ambiental de forma integrada. Ao longo do ano, a empresa buscou adaptar esse indicador à realidade regional, com foco em simplificar sua aplicação e ampliar o uso nas fábricas. O Site Checklist complementa essa abordagem com uma avaliação qualitativa baseada em 146 critérios binários, que indicam o cumprimento ou não a requisitos ambientais em diferentes áreas da operação.

A revisão dos indicadores resultou em uma maior integração entre as unidades e no compartilhamento de práticas operacionais, com validação conjunta entre fábricas no Brasil, Argentina e África do Sul. Também permitiu tornar os dados mais acessíveis, desenvolvendo o entendimento dos colaboradores sobre o desempenho ambiental e energético das operações. Com a consolidação dessas mudanças, a Volkswagen do Brasil avança na padronização da gestão ambiental e na evolução dos instrumentos de monitoramento, alinhando suas operações aos parâmetros globais do Grupo.

Avaliação do consumo de recursos naturais e emissão de gases e resíduos

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Emissões na cadeia logística

A Volkswagen do Brasil conta com dois programas para a redução de emissões na cadeia logística: o Zero Impact Logistics, voltado ao transporte de insumos e componentes, e o goTOzero Impact Logistics, direcionado à distribuição de veículos. As iniciativas têm como meta reduzir em 30% as emissões de CO₂ até 2030 (base 2018) e alcançar a neutralidade até 2050.

Em 2025, os programas obtiveram progressos na eficiência operacional e na escolha de modais de menor impacto. As ações incluíram a otimização da ocupação dos caminhões, que reduziu o número de viagens, a ampliação do uso de bi-trens para aumento de carga por rota e a expansão da frota movida a gás natural (GNV), em substituição ao diesel. Houve também a migração de fluxos críticos para o transporte ferroviário, contribuindo para a redução das emissões de CO₂.

A operação logística passou por integração de sistemas, permitindo uma precisão maior no monitoramento das emissões. A padronização e a automação dos dados reduziram inconsistências e aumentaram a confiabilidade das informações. Como resultado, o inventário de CO2 tornou-se mais preciso, transparente e auditável, fortalecendo a base para definição e acompanhamento de metas de descarbonização.

Ações implementadas em 2025

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Sistema de Gestão de Compliance Ambiental e de Energia (SGCAE)

(GRI 3-3, 2-27)

As auditorias externas realizadas em 2025 confirmaram a conformidade do Sistema de Gestão de Compliance Ambiental e de Energia (SGCAE) da Volkswagen do Brasil com as normas ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ISO 50001 (Gestão de Energia) em todas as unidades operacionais.

Os resultados destacaram a evolução na padronização das práticas entre as unidades. Ao longo do ciclo de certificação, as auditorias também reconheceram melhorias na estrutura de gestão energética.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado está a descentralização da gestão de energia, com a definição de responsáveis em cada área produtiva. Essa abordagem permitiu um controle maior sobre o consumo e o direcionamento de ações específicas em processos como estamparia, armação, pintura e montagem.

O monitoramento da legislação ambiental na Volkswagen do Brasil conta com uma consultoria especializada e atualizações periódicas. O Comitê de Gerenciamento de Riscos Ambientais mantém reuniões a cada quatro meses para avaliar riscos e prevenir impactos, enquanto o SGCAE passa por análises críticas semestrais para revisão de ações e melhoria contínua.

No período abrangido por este relatório, não foram identificados impactos ambientais adversos reais.

Emissões

(GRI 3-3, 305)

A Volkswagen do Brasil utiliza o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) para o monitoramento e gestão ambiental de suas operações. A empresa adota a metodologia do GHG Protocol e participa do registro público de emissões no Brasil.

Em 2025, a empresa aprimorou os processos de coleta e consolidação de dados do inventário, com a integração de sistemas logísticos ao monitoramento de emissões, a automação das informações e a padronização dos critérios entre as unidades. O uso de dados operacionais ampliou a precisão das medições e reduziu inconsistências nos registros.

Os indicadores são acompanhados por meio do Sistema de Gestão de Compliance Ambiental e de Energia (SGCAE), conforme a norma interna KRL17, que segue diretrizes ambientais da matriz alemã, e a VW 98.000. O inventário de GEE de 2025, incluído neste relatório, foi auditado externamente em abril de 2026 para validação dos dados.

selo-ghg

Selo Ouro GHG Protocol

A Volkswagen do Brasil manteve o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol pelo quarto ano consecutivo em 2025. A certificação é concedida a empresas que atendem aos critérios de transparência na publicação do inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), com dados verificados por organismo independente.

Há 15 anos, a Volkswagen do Brasil elabora o inventário de emissões e, desde 2021, realiza a divulgação pública dos dados. Entre os fatores que contribuíram para o bom desempenho da empresa estão iniciativas de eficiência energética e redução de emissões nas operações, como o uso do biometano nas fábricas de Anchieta e Taubaté, que resultou na redução de aproximadamente 16.000 toneladas de CO₂, equivalente à preservação de uma área verde de 695 mil m² ou cerca de 92 campos de futebol; a redução do consumo de gás natural na unidade de Curitiba, com impacto de 2.050 toneladas de CO₂ evitadas; e a substituição de empilhadeiras a GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) por modelos elétricos na unidade de Vinhedo, com redução de 16 mil kg de CO₂.

Emissões diretas de gases de efeito estufa (tCO2 equivalente) – Escopo 1

(GRI 305-1)
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Nota de rodapé:

Ano-base: 2010 – Programa Think Blue. Factory (total das emissões no ano-base: 75.052 tonCO2e/ano) e 2018 – GHG Protocol (total das emissões no ano-base: 54.473 tCO2e/ano).

Emissões indiretas provenientes da aquisição de energia – Escopo 2

(GRI 305-2)

Após a definição, em 2016, do uso exclusivo de fontes renováveis para a geração da energia elétrica utilizada pela Volkswagen do Brasil, as emissões de CO2 geradas pela eletricidade passaram a ser nulas. A partir de 2022 entrou em vigor o certificado I-REC (Certificado Internacional de Energia Renovável), que comprova que a energia elétrica consumida é proveniente de uma fonte renovável, assinalando o compromisso da empresa em diminuir o impacto ambiental. 

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Nota de rodapé:

Ano-base: 2010 – Programa Think Blue. Factory (total das emissões no ano-base: 22.956 tonCO2e/ano) e 2018 – GHG Protocol (total das emissões no ano-base: 28.619 ton. CO2e/ano).

Outras emissões de gases de efeito estufa – Escopo 3 (tCO2 equivalente)

(GRI 305-3)
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Nota de rodapé:

Gases incluídos no cálculo: CO2, CH4, N2O.
Ano-base: 2018 – GHG Protocol (total das emissões no ano-base: 264.340 tonCO2e).

Redução de emissões de gases de efeito estufa (tCO2 equivalente)

(GRI 305-5)
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Nota de rodapé:

Emissão evitada com o uso de 100% da energia elétrica proveniente de fontes renováveis com I-REC (PCH + plantas). Números calculados de acordo com os consumos reais reportados para o Zero Impact Factory, VW 98000 e GHG Protocol.

Emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio (SDO)

(GRI 305-6)
Não é utilizado CFC-11 na Volkswagen do Brasil.

Emissões atmosféricas significativas (t)

(GRI 305-7)
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Observação: os dados de emissões passam por auditoria externa do GHG Protocol. O processo de validação ocorre até maio, portanto, se necessário, as informações serão atualizadas posteriormente.

Nota de rodapé:

Números calculados de acordo com os consumos reais reportados para o Zero Impact Factory e VW 98000.

Interações com a água como um recurso compartilhado

(GRI 303-1)

Nas operações industriais da Volkswagen do Brasil, o uso de água é orientado por metas de redução estabelecidas pela iniciativa global Zero Impact Factory, que prevê diminuir o consumo em 30% até 2030, com base em 2010.

A água utilizada na produção é proveniente de diferentes fontes, como fornecimento externo, captação subterrânea e água de chuva, sendo aplicada tanto nos processos industriais quanto em atividades de apoio. Na área de pintura, o uso de sistemas de osmose reversa permite o tratamento e o reaproveitamento da água, que, após utilização, passa por processos de tratamento antes do descarte, conforme os requisitos legais.

Em 2025, a empresa registrou a redução de 137 mil m³ no consumo de água nas operações, volume equivalente ao consumo diário de cerca de 770 mil pessoas. Na unidade de Taubaté, o aumento do reúso de água resultou na redução de 42 mil m³ no consumo, o equivalente ao consumo diário de aproximadamente 236 mil pessoas.

Na planta Anchieta, foram implantados projetos voltados à ampliação do reúso, principalmente na área de pintura, ponto de maior consumo nas operações industriais. O aumento do custo unitário da água ao longo do período também influenciou a decisão de priorizar iniciativas voltadas à redução e ao uso mais eficiente do recurso.

O monitoramento do consumo é realizado por meio de um sistema digital, com acompanhamento mensal de indicadores, metas e ações implementadas nas unidades. Os dados são reportados anualmente à matriz, na Alemanha, e submetidos a auditorias externas, permitindo a comparação de desempenho e o compartilhamento de práticas entre as fábricas do Grupo.

Captação de água (m3)

(GRI 303-3)
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Nota de rodapé:

* A captação de águas pluviais foi consideradas no indicador água de superfície.

Consumo total de água e descarte total de água (m3)

(GRI 303-4 e 303-5)
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Nota de rodapé:

Para água de concessionária foram somados os consumos totais das plantas Anchieta, Taubaté, Curitiba e São Carlos. Não há consumo de água de superfície e efluentes de outra organização. Números calculados de acordo com os consumos reais reportados em m³ para o Zero Impact Factory e VW 98000

Energia

(GRI 302-1, 302-2,302-3,302-4)

Todas as unidades da Volkswagen do Brasil utilizam energia elétrica proveniente de fontes renováveis, reconhecidas com Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC) ou declarações certificadas pelo GHG Protocol.

Em 2025, a gestão de energia nas fábricas incorporou ações voltadas à eficiência operacional e à redução de emissões. Entre as medidas adotadas estão a redução da temperatura de caldeiras nas unidades de Curitiba, Anchieta e Taubaté, a substituição de materiais de pintura por alternativas com menor teor de compostos orgânicos voláteis (VOC) e a otimização do sequenciamento de carrocerias na pintura em Anchieta. foram implementadas também iniciativas para integrar o planejamento de manufatura e a manutenção e otimizar o consumo de gás natural, além da substituição de empilhadeiras a GLP por modelos elétricos na unidade de Vinhedo.

A gestão energética foi ainda reforçada com a ampliação da aplicação da ISO 50001, com efeito na descentralização das responsabilidades por área produtiva, permitindo controle mais direto sobre o consumo de energia nos processos industriais.

Biometano nas fábricas Anchieta e Taubaté

As fábricas Anchieta e Taubaté ampliaram, em 2025, o uso de biometano em sua matriz energética, consolidando a operação iniciada no ano anterior. As unidades são pioneiras no setor automotivo nacional na utilização do insumo em escala industrial.

Ao longo do ano, foram substituídos 7,6 milhões de m³ de gás natural por biometano nas duas fábricas. A iniciativa resultou na redução de aproximadamente 16 mil toneladas de CO₂, equivalente à preservação de uma área de cerca de 695 mil m². O biometano é utilizado principalmente no processo de pintura de carrocerias, etapa com maior consumo energético, permitindo reduzir significativamente as emissões em comparação ao uso de fontes fósseis.

A operação está inserida no mercado livre de gás, modelo adotado pela empresa para viabilizar o fornecimento do insumo renovável. Os contratos atuais para Anchieta e Taubaté garantem o abastecimento até 2029. Atualmente, a expansão para outras unidades está em avaliação, com estudos em andamento para a planta de Curitiba, condicionados à evolução da regulamentação no estado.

Intensidade energética1 2 3

(GRI 302-3)

Os números representam o consolidado das quatro fábricas da Volkswagen (Anchieta, Taubaté, São Carlos e São José dos Pinhais) e o Centro de Peças e Acessórios (PAC), em Vinhedo (SP). 

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Nota de rodapé:

1Intensidade energética é a razão do consumo absoluto de energia por veículo produzido.
2Tipos de energia incluídos na taxa de intensidade: energia elétrica, gás natural e diesel.
3 Os indicadores de intensidade energética tiveram um aumento no ano de 2022, comparado ao ano 2021. Houve uma redução na quantidade de veículos produzidos por dia trabalhado, o que afetou a eficiência energética e ambiental.

Energia consumida dentro da empresa (em GJ) 1

(GRI 302-1)
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Nota de rodapé:

1 Números calculados de acordo com os consumos reais reportados para o Zero Impact Factory, VW 98000 e GHG Protocol.

Energia consumida fora das fábricas (em GJ)1

(GRI 302-2)
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Nota de rodapé:

1 Os números correspondem às somas dos valores de energia consumidos no escritório financeiro do Jabaquara, em São Paulo, e no Centro de Peças e Acessórios da cidade de Vinhedo.

Reduções de consumo de energia em decorrência de melhorias implementadas (em GJ) 1 2

(GRI 302-4)
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Nota de rodapé:

1 Foram escolhidas as maiores reduções do ano 2023 (uma por planta). A soma de todas as ações de redução pode ser identificada no GRI 302-1.
2 Somente os valores reportados em 2024 são relativos às novas ações inseridas no índice. As ações referentes aos números de 2022 e 2023 encontram-se nas edições anteriores do relatório.

Certificação Lixo Zero multisites

A Volkswagen do Brasil renovou o Certificado Lixo Zero multisites em 2025, concedido pelo Instituto Lixo Zero Brasil e reconhecido pela Zero Waste International Alliance (ZWIA). A empresa foi primeira montadora do país a obter a certificação nesse formato.

Ao longo do ano, as fábricas de Taubaté, Curitiba, São Carlos e o PAC de Vinhedo mantiveram mais de 90% dos resíduos gerados encaminhados para reutilização, reciclagem ou compostagem – evitando aterros sanitários, coprocessamento e incineração. As plantas obtiveram a recertificação com nota máxima “A” em boas práticas de gestão de resíduos. Entre as iniciativas adotadas estão a ampliação da coleta seletiva, o uso de biodigestores para resíduos orgânicos, a reutilização de materiais como paletes e pneus e a adoção de embalagens retornáveis.

Foram implementadas também soluções voltadas à circularidade de materiais, como a reciclagem e o balanceamento químico de solventes utilizados na pintura, além do reaproveitamento de resíduos produtivos em diferentes processos industriais, a exemplo São José dos Pinhais, que reaproveita a cola utilizada na armação para a produção de tinta, e São Carlos, que faz a reutilização de insertos e broca.

Avaliação por planta

Vinhedo
0 %
São Carlos
0 %
Taubaté
0 %
Curitiba
0 %

Resíduos gerados (t)

(GRI 306-3)
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A maioria dos resíduos gerados pela Volkswagen do Brasil são compostos não perigosos encaminhados para reciclagem, dos quais os metais são a maior parte. Os demais resíduos são direcionados para reutilização, reciclagem, compostagem, processamento térmico ou aterro. O descarte é feito diretamente pela companhia ou por terceiros, ou ainda confirmado diretamente pela VW.

Resíduos não destinados para disposição por operação de recuperação (t)

(GRI 306-4)
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Resíduos destinados para disposição final (t)

(GRI 306-5)
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Nota de rodapé:

Devido à instabilidade de mercado em 2023, a escassez de semicondutores e seus efeitos no mercado, como fechamento de fábricas durante alguns meses e redução de produção, os indicadores totais foram fortemente influenciados. 

Reaproveitamento de materiais e economia circular

A Volkswagen do Brasil desenvolve iniciativas de economia circular voltadas ao reaproveitamento de materiais e à redução de resíduos nos processos produtivos. Entre as ações em andamento estão a reutilização de insertos e brocas na planta de São Carlos, com retorno das ferramentas ao fornecedor após o uso, e na planta de São José dos Pinhais, a cola utilizada em processos produtivos é reaproveitada na fabricação de tintas, destinadas a aplicações internas. 

Os compromissos de logística reversa seguem em ação para materiais como óleos, baterias e pneus. Em 2025, a empresa avançou na estruturação de novos projetos voltados à ampliação do uso de embalagens plásticas reutilizáveis na cadeia logística. Ao longo do ano, também foram promovidas iniciativas em parceria com a área de Inovação para ampliar a atuação em economia circular. 

Entre os projetos em desenvolvimento está o Part Cycle, voltado à criação de um modelo para reciclagem de veículos em fim de vida (ELVs), alinhado a requisitos regulatórios do setor automotivo. Outro projeto em andamento é o Relife, que prepara a Volkswagen para acessar os benefícios do Programa MOVER. O projeto irá estruturar um processo de geração, auditoria e validação dos créditos de reciclagem, permitindo que esses créditos sejam utilizados para compensação antecipada de IPI.

Essas iniciativas ampliam o escopo da economia circular nas operações da Volkswagen do Brasil e avançam na integração do tema à estratégia corporativa.

Volkswagen atinge 26 milhões de veículos produzidos no Brasil

A Volkswagen do Brasil alcançou, em 2025, a marca de 26 milhões de veículos produzidos no País, consolidando sua posição como a maior fabricante de automóveis da história da indústria nacional. O volume representa 26% das 100 milhões de unidades já produzidas pelo setor automotivo brasileiro.

O marco foi atingido com o Polo, modelo que também lidera as vendas no mercado nacional. Em 2025, o veículo registrou a marca de 1 milhão de unidades produzidas no Brasil e completou 50 anos no mundo, com mais de 20 milhões de unidades emplacadas globalmente. A produção está distribuída entre as unidades de Anchieta, em São Bernardo do Campo, e Taubaté, responsáveis pela fabricação do modelo no País. As fábricas integram a estrutura industrial da Volkswagen do Brasil, que inclui ainda a unidade de São José dos Pinhais e a planta de motores de São Carlos

Outro destaque foi o T-Cross que alcançou a marca de 500 mil unidades produzidas no Brasil em 2025. Fabricado na unidade de São José dos Pinhais (PR), o modelo é o SUV mais vendido do País e liderou também o segmento na América do Sul. Lançado em 2019 como o primeiro SUV compacto da marca produzido localmente, o T-Cross consolidou sua presença no mercado e integra a estratégia de expansão da Volkswagen na região.

Produto

Nova Ofensiva de Produtos

(Produtos + Digital)

A Volkswagen ampliou sua estratégia de renovação de portfólio na América do Sul, com um plano de 21 lançamentos até 2028, sustentado por investimentos de R$ 20 bilhões na região. Desse total, R$ 16 bilhões são destinados ao Brasil, com aplicação no desenvolvimento de 17 novos veículos, além de novos recursos e processos produtivos nas quatro fábricas da empresa. A ofensiva inclui modelos com diferentes tecnologias de propulsão, incluindo veículos híbridos desenvolvidos localmente.

Até 2025, oito modelos já foram lançados no Brasil: Novo T-Cross, Nova Amarok, Novo Nivus, Nivus GTS, Tera, Golf GTI, Novo Jetta GLI e Novo Taos. Os lançamentos fazem parte da estratégia de atualização do portfólio e de ampliação da presença da Marca em segmentos relevantes do mercado, como SUVs, picapes e sedãs.

Os investimentos contemplam ainda novos projetos industriais. A unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), receberá dois veículos inéditos, enquanto a fábrica de São José dos Pinhais (PR) produzirá uma nova picape. Em Taubaté (SP), a produção do Tera marca a entrada da marca em um novo segmento, e a unidade de São Carlos (SP) se prepara para produzir um novo motor voltado à eletrificação.

A ofensiva inclui a introdução da plataforma MQB Hybrid, desenvolvida com participação da engenharia no Brasil para a região. A arquitetura permite a integração entre sistemas de combustão e eletrificação, além de incorporar avanços em conectividade e segurança, com destaque para tecnologias de assistência à condução (ADAS). O projeto envolve capacitação técnica e adoção de recursos avançados de simulação no desenvolvimento dos veículos.

Ofensiva de produtos em 2025

Tera

Novo Nivus

Nivus GTS

Golf GTI

Novo Jetta GLI

Segurança Veicular

(GRI 416-1 e 416-2)

A segurança veicular é um dos pilares no desenvolvimento de produtos da Volkswagen do Brasil, com investimentos contínuos em tecnologia e no aprimoramento dos processos. Desde a criação do Laboratório de Segurança Veicular, em 1971, a empresa atua de forma pioneira no País, ampliando a adoção de sistemas de segurança ativa e assistências à condução, além de incorporar ferramentas digitais para qualificar as análises e validações.

Os veículos desenvolvidos pela Volkswagen atendem a requisitos rigorosos, de acordo com a legislação nacional e internacional e aos padrões internos da companhia, com avaliações complementares realizadas por instituições independentes, como o Latin NCAP. Em 2025, modelos como Novo Taos e Tera obtiveram classificação máxima nos testes, ampliando o portfólio de veículos cinco estrelas da marca no Brasil (saiba mais abaixo).

A governança do tema inclui comitês dedicados à análise de riscos e à implementação de melhorias, além da capacitação contínua das equipes de engenharia e da atuação conjunta com fornecedores. O Laboratório de Segurança Veicular, localizado na Anchieta e acreditado pela ISO 17025 em parte de seus processos, segue como base para testes e validações. No período deste relatório, não foram registradas não conformidades relacionadas à segurança dos produtos ou impactos à saúde dos clientes.

Cinco estrelas em segurança

(GRI 3-3 e 416-1)

A Volkswagen reúne um dos maiores portfólios de veículos com nota máxima no Latin NCAP, programa independente de avaliação de segurança automotiva na América Latina e Caribe. Em 2025, a Marca passou a contar com cinco modelos avaliados com cinco estrelas: Novo Taos, Tera, T-Cross, Virtus e Jetta GLI, abrangendo diferentes segmentos do mercado.

Entre os destaques do ano, o Novo Taos foi novamente avaliado pelo Latin NCAP e manteve a classificação máxima obtida anteriormente, agora sob o protocolo mais recente. O modelo conta, em todas as versões, com frenagem autônoma de emergência (AEB), seis airbags, alerta de frenagem de emergência (ESS) e controles de estabilidade e tração. O resultado reforça a padronização de equipamentos de segurança ativa e passiva nos modelos da Marca.

O Tera, lançado em 2025 e produzido no Brasil, também alcançou cinco estrelas na avaliação, passando a integrar o grupo de SUVs mais bem avaliados do País. O modelo incorpora sistemas de assistência à condução e estrutura com materiais de alta resistência, seguindo os mesmos critérios aplicados globalmente pela Volkswagen.

O protocolo do Latin NCAP (2020–2025) considera quatro pilares: proteção de ocupantes adultos, proteção de ocupantes crianças, proteção de pedestres e sistemas de assistência ao condutor. A nota final é definida pelo menor desempenho entre os grupos, com base em testes de impacto e avaliação de tecnologias de segurança.

Emissões de produtos regulamentadas

(GRI 302, 302-5)

A atuação da Volkswagen do Brasil na agenda regulatória do setor automotivo inclui a participação ativa no Programa MOVER (Mobilidade Verde e Inovação) e no Rota 2030, iniciativas que estabelecem diretrizes para eficiência energética, segurança veicular e descarbonização. Em 2025, o MOVER avançou ao incorporar novos critérios técnicos, como pegada de carbono, reciclabilidade e ampliação dos requisitos de tecnologias ADAS, exigindo uma evolução na abordagem de engenharia e no desenvolvimento de produtos.

Ao longo do ano, a empresa intensificou as análises técnicas e a adaptação de seu portfólio a essas exigências, com atuação em comissões do setor automotivo. Esse movimento já se reflete nos veículos, que passam a integrar requisitos ambientais mais robustos, alinhados a programas como o Proconve e o próprio MOVER. Modelos como o Polo e o Tera foram incluídos no programa Carro Sustentável, levando em conta novos parâmetros, como as emissões de CO₂e do poço à roda e índices de reciclabilidade. 

Em linha com o Acordo de Paris, a Volkswagen estabeleceu a estratégia global Way to Zero, que direciona a companhia à neutralidade de carbono até 2050 em todas as suas operações. A abordagem integra a gestão de emissões ao desenvolvimento do negócio, com iniciativas que abrangem desde a fase de pesquisa e engenharia até a produção e o uso dos veículos. Esse direcionamento também se estende à cadeia de suprimentos, com ações voltadas à redução de emissões e ao fortalecimento de práticas mais sustentáveis em toda a cadeia de valor (saiba mais no cap. Estratégia e Gestão).

Sustentabilidade no desenvolvimento do produto

(GRI 302-5)

Na Volkswagen do Brasil, a sustentabilidade ambiental orienta o desenvolvimento de produtos desde as etapas iniciais, influenciando decisões de engenharia, design e cadeia de fornecedores. Em 2025, esse direcionamento teve foco na eficiência energética, no desenvolvimento de motorização híbrida flex, na aerodinâmica e outras formas de redução de atrito, na escolha de materiais e na integração eletrônica. Esses elementos guiaram a definição de metas técnicas que equilibram inovação, exigências regulatórias e expectativas do mercado.

O avanço dos estudos conduzidos pelo Way to Zero Center ampliou a incorporação de critérios de emissões nas decisões de produto, com destaque para a análise de CO₂e do poço à roda, que considera a pegada de carbono das formas de energia utilizadas pelo veículo. Ao mesmo tempo, a companhia prepara a evolução para o conceito de “berço ao túmulo”, incorporando variáveis como uso de materiais reciclados e impacto ao longo de todo o ciclo de vida. Também houve progressos em competências de powertrain híbrido, gerenciamento térmico e eletrônica de potência, reforçando a integração entre a necessidade de descarbonização e as tecnologias adotadas para os veículos da Marca. 

A eficiência dos veículos é medida em laboratório, conforme a norma NBR 7024, e o consumo energético da frota é calculado de acordo com as diretrizes do programa Rota 2030 e MOVER. A empresa mantém também o acompanhamento anual do consumo energético médio da frota colocada no mercado, além de realizar projeções para os anos seguintes, sustentando a estratégia de novos produtos e tecnologias alinhadas à descarbonização.

Estrutura técnica

O Centro de Design e Engenharia da Volkswagen do Brasil, localizado na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), reúne as principais atividades de desenvolvimento de produtos da empresa na América Latina. Criado em 1965, foi o primeiro da Volkswagen fora da Alemanha com atuação completa, do design à produção. 

A estrutura conta com mais de 20 laboratórios para pesquisa e desenvolvimento, incluindo o Laboratório de Segurança Veicular, responsável pela realização de crash-tests e referência no Grupo, e o Laboratório de Emissões Veiculares, pioneiro no País, voltado à medição e controle de emissões. A empresa conta ainda com Laboratórios de Realidade Virtual e Aumentada, utilizados no desenvolvimento de veículos, criação de protótipos virtuais e simulações de processos produtivos, permitindo validar soluções digitalmente antes da aplicação física e aumentar a eficiência dos projetos. Em 2024, foi inaugurado o SoLiSi (Sonnenlichtsimulation), sistema de simulação de radiação solar que permite acelerar testes de intemperismo e envelhecimento de peças, reduzindo prazos de validação. A fábrica Anchieta concentra as atividades de pesquisa, desenvolvimento, produção e testes, enquanto o Campo de Provas de Taubaté complementa a validação de desempenho e segurança dos veículos.

Emissões de produtos regulamentadas

(GRI 302, 302-5)

A atuação da Volkswagen do Brasil na agenda regulatória do setor automotivo inclui a participação ativa no Programa MOVER (Mobilidade Verde e Inovação) e no Rota 2030, iniciativas que estabelecem diretrizes para eficiência energética, segurança veicular e descarbonização. Em 2025, o MOVER avançou ao incorporar novos critérios técnicos, como pegada de carbono, reciclabilidade e ampliação dos requisitos de tecnologias ADAS, exigindo uma evolução na abordagem de engenharia e no desenvolvimento de produtos.

Ao longo do ano, a empresa intensificou as análises técnicas e a adaptação de seu portfólio a essas exigências, com atuação em comissões do setor automotivo. Esse movimento já se reflete nos veículos, que passam a integrar requisitos ambientais mais robustos, alinhados a programas como o Proconve e o próprio MOVER. Modelos como o Polo e o Tera foram incluídos no programa Carro Sustentável, levando em conta novos parâmetros, como as emissões de CO₂e do poço à roda e índices de reciclabilidade. 

Em linha com o Acordo de Paris, a Volkswagen estabeleceu a estratégia global Way to Zero, que direciona a companhia à neutralidade de carbono até 2050 em todas as suas operações. A abordagem integra a gestão de emissões ao desenvolvimento do negócio, com iniciativas que abrangem desde a fase de pesquisa e engenharia até a produção e o uso dos veículos. Esse direcionamento também se estende à cadeia de suprimentos, com ações voltadas à redução de emissões e ao fortalecimento de práticas mais sustentáveis em toda a cadeia de valor (saiba mais no cap. Estratégia e Gestão).

Sustentabilidade no desenvolvimento do produto

(GRI 302-5)

Na Volkswagen do Brasil, a sustentabilidade ambiental orienta o desenvolvimento de produtos desde as etapas iniciais, influenciando decisões de engenharia, design e cadeia de fornecedores. Em 2025, esse direcionamento teve foco na eficiência energética, no desenvolvimento de motorização híbrida flex, na aerodinâmica e outras formas de redução de atrito na escolha de materiais e na integração eletrônica. Esses elementos guiaram a definição de metas técnicas que equilibram inovação, exigências regulatórias e expectativas do mercado.

O avanço dos estudos conduzidos pelo Way to Zero Center ampliou a incorporação de critérios de emissões nas decisões de produto, com destaque para a análise de CO₂e do poço à roda, que considera a pegada a pegada de carbono das formas de energia utilizadas pelo veículo. Ao mesmo tempo, a companhia prepara a evolução para o conceito de “berço ao túmulo”, incorporando variáveis como uso de materiais reciclados e impacto ao longo de todo o ciclo de vida. Também houve progressos em competências de powertrain híbrido, gerenciamento térmico e eletrônica de potência, reforçando a integração entre a necessidade de descarbonização e as tecnologias adotadas para os veículos da Marca. 

A eficiência dos veículos é medida em laboratório, conforme a norma NBR 7024, e o consumo energético da frota é calculado de acordo com as diretrizes do programa Rota 2030 e MOVER. A empresa mantém também o acompanhamento anual do consumo energético médio da frota colocada no mercado, além de realizar projeções para os anos seguintes, sustentando a estratégia de novos produtos e tecnologias alinhadas à descarbonização.

Estrutura técnica

O Centro de Design e Engenharia da Volkswagen do Brasil, localizado na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), reúne as principais atividades de desenvolvimento de produtos da empresa na América Latina. Criado em 1965, foi o primeiro da Volkswagen fora da Alemanha com atuação completa, do design à produção. 

A estrutura conta com mais de 20 laboratórios para pesquisa e desenvolvimento, incluindo o Laboratório de Segurança Veicular, responsável pela realização de crash-tests e referência no Grupo, e o Laboratório de Emissões Veiculares, pioneiro no País, voltado à medição e controle de emissões. A empresa conta ainda com Laboratórios de Realidade Virtual e Aumentada, utilizados no desenvolvimento de veículos, criação de protótipos virtuais e simulações de processos produtivos, permitindo validar soluções digitalmente antes da aplicação física e aumentar a eficiência dos projetos. Em 2024, foi inaugurado o SoLiSi (Sonnenlichtsimulation), sistema de simulação de radiação solar que permite acelerar testes de intemperismo e envelhecimento de peças, reduzindo prazos de validação. A fábrica Anchieta concentra as atividades de pesquisa, desenvolvimento, produção e testes, enquanto o Campo de Provas de Taubaté complementa a validação de desempenho e segurança dos veículos.

Inovação e novos modelos de negócio

(GRI 3-3)

O Desafio de Inovação Aberta da Volkswagen do Brasil, criado em 2024, ganhou desdobramentos em 2025 com a implementação dos projetos selecionados no ciclo anterior e a realização de uma nova rodada de desafios. Entre as iniciativas postas em ação, a startup Ecomilhas, aplicativo que recompensa usuários financeiramente (cashback ou gift cards) por optarem por transporte sustentáveis, foi priorizada para o piloto com colaboradores. Ao longo do ano, a adesão ao projeto passou de 100 para cerca de mil participantes a partir do próprio engajamento dos colaboradores. A iniciativa registrou a geração de aproximadamente 4 mil toneladas de carbono evitadas pelos deslocamentos monitorados, incluindo trajetos fora do contexto corporativo.

Em outubro, a empresa lançou uma nova edição do programa, com desafios abertos nas áreas de Logística e Recursos Humanos.  Cerca de 20 startups participaram e, dessas, duas foram selecionadas (Implanta e AutoU), com foco na melhoria da eficiência operacional e na integração de dados para gestão de pessoas. Ambas avançaram para a fase de contratação ao fim de 2025, com previsão de implantação dos pilotos na sequência, ampliando a aplicação prática das soluções identificadas pelo ecossistema de inovação.

Território Agro

A Volkswagen do Brasil firmou uma parceria com a agtech Grão Direto para viabilizar a compra de veículos por meio do modelo de barter, com pagamento em grãos. A iniciativa utiliza a plataforma Barter Fácil, que permite ao produtor rural negociar diretamente sua produção como moeda de troca na aquisição de modelos da Marca.

O projeto foi iniciado como piloto com cinco concessionárias e, ao longo de 2025, ampliado para outros clientes interessados, encerrando o ano com 12 operações participantes. No período, foram realizadas nove vendas nesse formato, além da geração de mais de mil leads, que passam a compor o potencial de conversão em vendas futuras. O programa reforça o posicionamento da Volkswagen no Território Agro e representa uma tendência de diversificação nas formas de negociação, ampliando o acesso a veículos com soluções inovadoras e compatíveis com a realidade do produtor rural.

Intraempreendedorismo

Em 2025, o programa de intraempreendedorismo da Volkswagen foi reformulado e passou a adotar um modelo mais abrangente de reconhecimento, valorizando não apenas quem propõe a ideia, mas todos os profissionais que contribuem para sua implementação, validação e aprovação. Reforçando o reconhecimento de ponta a ponta, o novo formato foi renomeado como InovaVW (antigo Geração de Ideias). Somente em 2025, o programa contou com 90 iniciativas implementadas por colaboradores da empresa, que, em conjunto, geraram um impacto econômico significativo, com redução e custos evitados na ordem de R$ 11,6 milhões.

Digitalização e conectividade do veículo

GRI (3-3)

 A Volkswagen do Brasil lançou, em 2025, o OTTO, a primeira inteligência artificial generativa desenvolvida por uma montadora no País. Disponível no Novo Tera para veículos com sistema Android e serviço de carro conectado ativo, a tecnologia amplia as funcionalidades de conectividade e inaugura um novo modelo de interação entre motorista e veículo.

Desenvolvido pela equipe VW Tech_ em parceria com a Accenture Brasil, o OTTO utiliza modelos de linguagem integrados a dados do veículo e a aplicativos externos. O sistema permite comandos de voz para acessar informações sobre o veículo, indicar manutenções, consultar rotas e serviços, além de responder a perguntas abertas sobre temas variados, como clima, rotas, autonomia do veículo e serviços próximos. A solução também incorpora funcionalidades de manual generativo e acompanhamento do uso do veículo, consolidando a estratégia de digitalização da Marca no mercado brasileiro.

Ecossistema digital

 A estratégia de conectividade da Volkswagen no Brasil teve início em 2020, com o lançamento do Nivus e a introdução da central multimídia VW Play. Em 2024, o Novo Nivus marcou a evolução desse sistema, com a chegada do VW Play Connect e do aplicativo Meu VW 2.0, que ampliaram as funcionalidades digitais e a integração entre veículo e usuário.

As soluções permitem o acesso remoto a diversas funções do veículo, como travamento de portas, acionamento de buzina e luzes, além da consulta a informações operacionais, alertas de manutenção e agendamento de serviços. O ecossistema também inclui aplicativos embarcados e recursos baseados em inteligência artificial, como manuais digitais interativos.

Em 2025, a conectividade foi ampliada para novos modelos. O Novo T-Cross e o Novo Tera passaram a sair de fábrica com o VW Play Connect e o aplicativo Meu VW 2.0, enquanto o Novo Taos terá essas funcionalidades incorporadas em sua linha 2026. No mesmo período, a Volkswagen lançou o Volks Club, programa de assinatura que reúne serviços e benefícios vinculados ao uso do veículo conectado.

Detalhes em cada etapa

(GRI 3-3 e 416-1)

Informações disponíveis aos consumidores

(GRI 417-1, 417-2)

Todos os produtos são identificados por meio de rótulos e gravações, que atendem às exigências legais (segurança do produto, meio ambiente, qualidade e telecomunicações) e trazem informações complementares da própria Volkswagen do Brasil sobre a funcionalidade e o uso correto de determinados equipamentos e para a manutenção dos veículos. O Guia VW, também conhecido como Manual do Proprietário, é disponibilizado em formato digital a todos os clientes, com informações apresentadas de modo didático para facilitar o uso correto pelos consumidores, garantindo sua segurança. 

Com foco em otimização de processos, redução de custos e conscientização ambiental, a equipe de Pós-Vendas buscou informações comuns entre os veículos para unificar o documento. Atualmente, já estão implementados um manual para toda a linha de veículos nacionais, um para os exportados para a Argentina e outro para importados. Para os mercados LAM e norte da África, a estratégia está em desenvolvimento. Estabelecendo conexões com plataformas digitais, foi possível criar manuais impressos mais enxutos (apenas 60 páginas), que abrangem temas de segurança e legislação. Os textos direcionam o leitor para saber mais no site da VW ou no App Meu VW, dispondo de manuais digitais exclusivos por modelo e com o conteúdo na íntegra (chegando a 350 páginas). Além das informações disponíveis no manual de instruções e no Guia Volkswagen, o cliente também tem à disposição o Manual Cognitivo, que aplica inteligência artificial para entender e responder às dúvidas.

Desde o início do projeto, aspectos como segurança, desempenho e design são extremamente relevantes. A proteção dos pedestres, por exemplo, é um item essencial desde o princípio do desenvolvimento do produto. 

Todos os componentes dos veículos são elaborados e testados sob os mais modernos processos laboratoriais – com a utilização de recursos como simulações de predições veiculares – durante os testes de emissões, crash, desempenho, durabilidade, ruídos, integração eletrônica etc. 

Os veículos Volkswagen possuem diversas certificações que garantem o elevado padrão de qualidade, superando o exigido nas legislações e normas brasileiras. A certificação Latin NCAP, por exemplo, é obtida por meio de resultados excepcionais nos ensaios destrutivos em crashtests, etapa indispensável que antecede a sua liberação ao mercado. Durante o processo, manequins antropométricos de última geração permitem certificar os valores biomecânicos obtidos em órgãos vitais. Os resultados para obtenção de 5 estrelas superam os padrões de segurança exigidos por lei.

A montadora dá início à fabricação do produto somente após a certificação da eficiência dos componentes e do veículo completo. O modelo precisa atender às especificações aprovadas no projeto.

As áreas de Marketing e Assistência Técnica são as responsáveis por divulgar os aspectos de segurança veicular aos consumidores, orientando-os sobre a utilização dos recursos disponíveis.

A orientação sobre os recursos de segurança disponíveis e sua correta utilização é uma preocupação constante da montadora. Ela está retratada em detalhes nas mídias e no manual do proprietário. Além deste, a Volkswagen disponibiliza aos clientes orientações de segurança veicular e um caderno de direção segura, com instruções para ajustes dos componentes de segurança, visando obter a posição ergonomicamente mais segura de direção e alcançar o melhor desempenho do sistema em caso de colisão.

Todas as etapas que integram o ciclo de vida dos produtos e serviços da Volkswagen do Brasil são estruturadas com base no Sistema de Gestão da Qualidade da empresa (ISO 9001), que se soma a outras normas internas.

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